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Violão

 

Uma casca de tartaruga fechada com couro de boi, tendo como cordas as tripas de um carneiro esticadas: assim era o antepassado mais remoto do violão, na Grécia de 2000 a.C.

Foi este rústico instrumento chamado chelys que, com o passar do tempo, transformou-se na lira – que, por sua vez, ganhou o nome de guitarra romana durante o Império dos Césares. “Esta versão do instrumento praticamente desapareceu com a decadência de Roma”, afirma Maurício Monteiro, musicólogo do Departamento de História da USP. “Mas ele ressurgiu, bem mais parecido com o violão atual, na Arábia do século VIII, quando foi acrescentada a caixa de ressonância em forma de pêra”. Este era o alaúde que, com as invasões árabes na Península Ibérica, acabou adotado pelos europeus sob o nome de guitarra mourisca. Foram, então, os povos ibéricos que reduziram seu tamanho, alteraram a caixa de ressonância para o seu formato atual, parecido com o número oito, e o rebatizaram de vihuela – a popular viola. Nesta época, entre os séculos X e XII, ela se distinguia do violão de hoje por ter vários furinos entalhados na caixa de ressonância, em vez de um único buraco – a roseta –, como o instrumento ficou mundialmente conhecido.

 

Um dos primeiros violões que se tem notícia, em terras brasileiras, foi o do poeta baiano Gregório de Mattos Guerra (1633/1696), que no século XVII já cantava seus versos acompanhando-se de uma viola feita de cabaça fabricada por ele, segundo o pesquisador Araripe Júnior (1848/1911). Posteriormente o violão foi usado como propagador da “modinha”, gênero musical criado pelo mulato brasileiro Domingos Caldas Barbosa (1738/1800), segundo José Ramos Tinhorão. No Brasil o instrumento surgiu como evolução natural da viola de arame, que ganhou mais uma ordem de cordas na região grave, passando a ter a afinação mi, lá, ré, sol, si, mi, do grave para o agudo. Como evolução da viola as cordas duplas foram transformadas em cordas simples e, para compensar a perda de sonoridade oriunda disso, teve o tamanho aumentado, como aliás o próprio aumentativo do nome certifica ‘Violão’.

 

Fontes:

http://dicionariompb.com.br/violao/dados-artisticos

https://super.abril.com.br/cultura/onde-e-quando-surgiu-o-violao/

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